Órgão
somou 1,1 mil processos em 2015; maiores tramitam em Campinas.
Vítimas relatam calvário por direitos e estatísticas impactam gastos do INSS.
Vítimas relatam calvário por direitos e estatísticas impactam gastos do INSS.
[...] Às 14h de uma sexta-feira marcada por tarefas de rotina, Fabiana Candida, 40 anos, ajeitava-se na poltrona azul do ônibus que percorre a linha 317 de Campinas. [...] Naquele momento, ela estava há pelo menos 30 horas sem dormir e acabara de deixar a clínica onde busca auxílio para superar a depressão. Além disso, experimenta o vazio deixado pela morte da mãe há sete meses, vítima de câncer.
Entre estes dois momentos, Fabiana contou à reportagem que luta contra
a doença há seis anos e que ela foi agravada durante período de trabalho em um
call center instalado no município. À época, recebia somente um salário mínimo
para bater metas de atendimento e suportar bem mais que desaforos de eventuais
clientes insatisfeitos com a empresa onde estava.
"Chegaram a ligar na minha casa para gritarem comigo. Fazia uma série de tarefas com muita pressão. Era ridículo, surreal, absurdo. Isso com todos, comigo não era diferenciado", critica.
"Chegaram a ligar na minha casa para gritarem comigo. Fazia uma série de tarefas com muita pressão. Era ridículo, surreal, absurdo. Isso com todos, comigo não era diferenciado", critica.
Durante cinco anos na empresa, Fabiana teve dois afastamentos, que
somaram 90 dias. Sem perspectiva de melhorias, saiu da companhia e conseguiu um
acordo para receber o valor da rescisão contratual.
Quando esmiúça a memória, trata com indignação a humilhação sofrida. "A médica de lá [call center] ia ao ambulatório e me receitava remédio para tomar e eu continuar lá trabalhando. Quando comecei tratamento psiquiátrico, eu tomava nove comprimidos durante o dia e 11 para dormir", conta. [...]
Quando esmiúça a memória, trata com indignação a humilhação sofrida. "A médica de lá [call center] ia ao ambulatório e me receitava remédio para tomar e eu continuar lá trabalhando. Quando comecei tratamento psiquiátrico, eu tomava nove comprimidos durante o dia e 11 para dormir", conta. [...]
Notícia
publicada em 11/05/2016 06h50 - Atualizado em 11/05/2016 09h42 (http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/05/trabalho-e-danos-mpt-em-sp-abre-3-acoes-diarias-por-doencas-e-acidentes.html)
Com a utilização efetiva do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, as chances de ocorrer doenças com esta trabalhadora e tantos outros trabalhadores seriam bem menores, pois o PCMSO é um programa que especifica procedimentos e condutas a serem adotadas pelas empresas em função dos riscos aos quais os empregados se expõem no ambiente de trabalho. Vale lembrar que este programa é obrigatório à todas empresas, no entanto muitas vezes não é empregado da forma que deveria ser, como pode-se constatar nesse acontecimento.
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